Reativar no corpo a potência de inventar vida

Abigail Marinho

CRP 06/207282

Acompanho o seu movimento de criação de si, amparando na construção de um espaço interno onde sustente o que é vivo

Para isso, precisaremos cuidar:

•Da sua delicadeza de se escutar de novo
•Da sustentação do próprio desejo
•Da coragem de não se abandonar para caber

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Escute o barulhento convite de embarcar no instante criador e inventivo de si: esse instante aterrorizador que demanda sustentar a presença do sensível do corpo.

Ela é a nossa capacidade primordial de transformação da realidade.

Será preciso estar atento aos regimes que mortificam o ânimo e repetem a condição de cansaço em nossos corpos. Não te quero sobrevivente, te quero viva!

O preço é apostar em você: porque você é um criadouro de novos mundos e seu maior esforço está na constância
de se ressensibilizar dessa capacidade de vida.
 

É necessário aprender a construir membranas permeáveis:

estruturas que protegem sem endurecer,

que sustentam sem aprisionar!

Alguns manejos clínicos

• reconhecimento do corpo como sintoma • reinvenção da linguagem • somagramas

• reconhecimento do corpo como sintoma • reinvenção da linguagem • somagramas

• análise das intersecções sociais • reconexão com corpo •

• análise das intersecções sociais • reconexão com corpo •

• cuidado ao ritmo • curadoria de afetos

• cuidado ao ritmo • curadoria de afetos

Sobre mim

  • Graduada em Psicologia pela UFES (2017). Mestra em Psicologia Institucional pela UFES/ PPGPSI (2019) e, atualmente, é doutoranda em Psicologia Clínica na PUC-SP (núcleo de Subjetividade).

    Professora de Psicologia em instituições de ensino superior pública e privadas desde 2020, lecionando aulas aos cursos de Jornalismo, Direito, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Administração e Psicologia.

    Atua como psicóloga clínica particular há 9 anos, utilizando o arcabouço filosófico e teórico-prático da psicanálise, esquizoanálise, Psicologia Formativa e ferramentas como somagrama e das artes da cena.

  • Cosmologias afroindígenas: entende que a realidade não pode ser elementarizada, atomizada. Compreende o cosmos como uma integração comum onde tudo está conectado e ressoando efeitos constantemente. Não há separação hierárquica entre os seres animados e inanimados, trazendo a identidade humana como mais um efeito de uma ciranda infinita. Movimento cíclico e espiralar e primazia do corpo e da oralidade.

    Educação Freiniana: entende que aprender é a ação do que está vivo e demanda risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação; exige corporificação das palavras com auxílio de figuras de referência (sejam elas quais e quem forem); exige respeito ao conhecimento já existente daquele que se coloca como aprendiz; exige a ingenuidade da curiosidade e a malícia da criticidade juntas.

  • Esquizoanálise: percebe a vida como criação e invenção a partir dos fluxos e cortes de fluxos. Entende a realidade como caótica e imprevisível, como uma aquarela que se derrama e espalha no papel, realçando as possibilidades de criar estéticas interessantes. Foca em analisar e investir em modos de existir aceitando as efemeridades de cada criação.

    Quilombismo: faz perceber que viver no capitalismo demanda fuga e construção de um refúgio e que não se faz sozinho, mas coletivamente com outros que criam emancipações das capturas do capital.

    • Atendimento Clínico Psicológico

    • Supervisão Clínica:  auxilia no cuidado das posturas e manejos com os casos atendidos (encerrados e em andamento), analisando a relação de transferência e contratransferência.

    • Análise de trabalhos de artes da cena como peças e processos de criação de performances, trazendo o olhar dos estudos da subjetividade e do corpo para os debates com os artistas e espectadores.

    • Oficinas voltadas à valorização do trabalhador e dos meios de cuidado de sua saúde mental, resgatando as dimensões sensíveis e artísticas do trabalhar, que respeitam os limites do corpo.